I want to sign up
If you are not yet registered, click here to continue.
languages
log in
subscribe
Catalog
Notice
Terms of Use
Payments and Withdrawals
Piece 30
Piece 29
Piece 31
Additional information and Auto Bids
Lote 30 - Di Cavalcanti
“Vila de Pescadores”
Medidas: 54,5 x 73,5 cm.
O.S.T.
1964
Assinado e datado no canto esquerdo.

Sobre Di, na última exposição póstuma que realizamos em SP, Alexandre Paiva Frade escreveu no catálogo:

"Segundo Einstein: “A definição de insanidade é fazer a mesma coisa repetidamente e esperar resultados diferentes”, É necessário um toque de gênio – e muita coragem para ir na direção oposta.”, e ainda “Tudo é energia e isso é tudo o que há.” Se assim é, tudo se faz de pulso e contra pulso, de zero e um, ou positivo e negativo. Essa energia, faz o mundo, faz os softwares funcionarem e fazem a vida pulsar em nosso coração que contrai e retrai!

Me parece que, se não fosse o incerto, o inconseqüente, o irresponsável, o inconformado certamente estaríamos na idade das pedras! Aquele que não está disposto a arriscar, está disposto a uma vida comum. Imagine se O império Romano, Napoleão Bonaparte, Alexandre o Grande, Moises, Jesus “não quisessem confusão”, buscassem apenas estabilidade e equilíbrio, o que seria o mundo hoje?

Imagine se todos fossemos mornos e equilibrados o quão chata seria a arte, a ciência, a filosofia e os esportes! Pra quê as Olimpíadas? Porquê do pensamento grego? Porquê da busca cientifica, que em grande parte se desenvolveu no campo bélico e na busca natural de superioridade do homem? Porquê da Arte que sempre propõe e se torna ícone registrando o tempo e o pensamento do homem e sua busca pelo desconhecido?

Pois é, o que seria de Emiliano, se não se transformasse em di cavalcanti? O que seria, ainda hoje, da mulata brasileira sem suas retratações? A mulata, de certa forma desprezada, por meio da arte de Di, se fez presente em quase todas as paredes aristocráticas que a desprezavam ou não, como pessoa. Era o antagonismo da arte, do belo, do provocativo e do pensamento contraditório em uma mesma parede.

O boêmio e sarcástico Emiliano, que freqüentava a Lapa e os rendez-vous de Paris, faz-se o primeiro legitimo embaixador das mulatas, das prostitutas, junto a aristocracia da época. Sua obra se torna um manifesto anti-racista e que desperta a percepção de beleza para essa miscigena raça designada por uma controversa palavra: “mulata”.

A mulata nunca mais foi vista da mesma forma, após ser retratada por di cavalcanti.

Mas di cavalcanti, famoso por suas mulatas, pintou temáticas outras e criou em sua técnica, dentro do espírito do momento, a volumetria. Suas figuras em “Naturezas Mortas”, favelas, alagados, casarios, samba, carnaval, e até sacras, dotadas de um fantástico volume, primorosa composição e cores tropicais são um compendio do rico momento artístico brasileiro. Momento esse que afirmava o samba, e a Bossa Nova como identidade nacional.

Como ver uma obra de di cavalcanti e não acreditar no poder do incerto, do inconseqüente, do irresponsável, do inconformado na criação de uma nova estética? Ou seja di cavalcanti é o criador de uma estética e temática, nunca antes retratada no mundo, di cavalcanti é único e, como na frase de Einsten, com “um toque de gênio – e muita coragem para ir na direção oposta”. Assim transformou-se num ícone da arte brasileira."

Em 1922, idealizou e organizou a Semana de Arte Moderna no Teatro Municipal de São Paulo.
Criou as publicidades, cartazes e catálogos do evento.

Em 1923 mudou-se para Paris onde frequentou a Academia Ranson e travou conhecimento com Pablo Picasso, Fernand Léger, Matisse e muitos outros pensadores da época. Expôs em Londres, Berlim, Bruxelas, Amsterdã e Paris.

Em 1926, ilustrou o livro Losango Cáqui, de Mário de Andrade

Em 1929 executou os primeiros painéis modernos do Brasil, para o Teatro João Caetano, no Rio de Janeiro

Em 1932, di cavalcanti fundou o Clube dos Artistas Modernos, junto com Flávio de Carvalho, Antônio Gomide e Carlos Prado. e participou em exposições coletivas e salões nacionais e internacionais, como a International Art Center em Nova Iorque.

Em 1932 sofreu sua primeira prisão durante a Revolução Constitucionalista e publicou o álbum "A Realidade Brasileira", série de doze desenhos satirizando o militarismo da época.

Em 1937, recebeu medalha de ouro com a decoração do Pavilhão da Companhia Franco-Brasileira, na Exposição de Arte Técnica, em Paris.

Em 1938, trabalhou na rádio "Diffusion Française" nas emissões "Paris Mondial".

Ilustrou livros de:
Vinícius de Morais,
Álvares de Azevedo
e Jorge Amado.

Em 1947, participou com Anita Malfatti e Lasar Segall do júri de premiação de pintura do Grupo dos 19.
Em 1949 expôs na Cidade do México.

Em 1950, ano desta obra, pinta a celebre obra Aldeia de Pescadores

Participou da I Bienal Internacional de Arte de São Paulo em 1951.

Em 1953 negou-se a participar da Bienal de Veneza. Recebeu a láurea de melhor pintor nacional na II Bienal de São Paulo, prêmio dividido com Alfredo Volpi.

Em 1954, o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro realizou exposição retrospectiva de seus trabalhos.

Em 1956 participou da Bienal de Veneza e recebeu o I Prêmio da Mostra Internacional de Arte Sacra de Trieste. Criou a enorme tapeçaria do Palácio da Alvorada e pintou as estações para a via-sacra da Catedral Metropolitana de Nossa Senhora Aparecida, de Brasília.

Participou com sala Especial na Bienal Interamericana do México, recebendo Medalha de Ouro.
Participou com Sala Especial na VII Bienal de São Paulo.
Recebeu indicação do presidente brasileiro João Goulart para ser adido cultural na França.

Em 1971, o Museu de Arte Moderna de São Paulo organizou retrospectiva de sua obra.
Recebeu prêmio da Associação Brasileira dos Críticos de Arte.
A Universidade Federal da Bahia outorgou-lhe o título de doutor honoris causa.

Em 1975 foi feito Comendador da Ordem do Infante D. Henrique de Portugal.[7]

Faleceu no Rio de Janeiro em 26 de outubro de 1976.
Auctioneer: Alexandre Paiva Frade
This piece will be proclaimed on 19/05/2021 às 20:30h
Exhibition in Galeria Paiva Frade - 05/09/2016 to 05/09/2016 in between 09:00h and 18:00h
Av. Getulio Vargas, 350, Centro - São Lourenço - MG
Phone: +55 (35) 3332-4150 / +55 (35) 3331-6966
SUGGESTED PIECES
Contact
Horário de Atendimento: das 12:30h às 17:30h, das 19:00h às 22:00h e em plantão durante os leilões.
Phone iArremate: (35) 99935-4693
E-mail: sac@iarremate.com
Where are we
Pça Ismael de Souza, 11, sala 9H - Estação
São Lourenço - MG
CEP: 37470-000
Plantão durante o pregão
Telefone: (35) 99948-4697
E-mail: suporte@iarremate.com
© iArremate - Portal de Arte (2013-2021) - powered by PPSW
All rights reserved. No part of this web page may be reproduced in any way or by any means without the prior written consent of iarremate.com.
The unauthorized use or copying of any content of this site, including user accounts or products offered will result in permanent account cancellation.