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Obra: A Língua Brasileira de Sinais como instrumento de Inclusão Social

Artista: Keti Stefanini

Inspiração do projeto: Os indivíduos surdos estão na sociedade há séculos. Entretanto, sua história foi sempre repleta de dificuldades, da proibição até a legitimação da língua de sinais no Brasil.
A Libras (aparece na parte da frente da Orelha) foi reconhecida como a segunda língua oficial do Brasil pela lei Nº 10.436, de 24 de abril de 2002 ( data que aparece na parte interna da frente da Orelha). Ela reconhece como meio legal de comunicação e expressão a Língua Brasileira de Sinais - Libras e outros recursos de expressão a ela associados. É uma língua de natureza visual-motora, com estrutura gramatical própria. Constitui um sistema linguístico de transmissão de ideias e fatos, oriundos de comunidades de pessoas surdas do Brasil. O uso da língua de sinais para os surdos é primordial; é através dela que poderão alcançar o pleno desenvolvimento mental, social e individual.
Existe uma luta das pessoas com deficiência em busca de uma sociedade com menos preconceito e mais inclusão (palavra que aparece na frente da Orelha). Essa luta é contínua e envolve vários fatores diferentes, mas em setembro ela tem um valor especial para a comunidade surda.
O mês de setembro ( que aparece na frente da Orelha) é marcado por diversos eventos da comunidade surda. Eles são voltados para a conscientização sobre a acessibilidade e a comemoração das conquistas obtidas ao longo dos anos. É comum encontrar vários espetáculos culturais acessíveis sobre a surdez nessa época do ano, além de congressos sobre a Língua Brasileira de Sinais (Libras) e homenagens. Há também um reforço da luta por mais escolas bilíngues, nas quais alunos surdos e ouvintes possam aprender e crescer juntos.Por conta de tudo isso, setembro é considerado o mês dos surdos e é conhecido pela comunidade como Setembro Azul. A razão do azul na cor de fundo da Orelha é que essa cor-símbolo tem raiz em um passado triste, mas serve como força propulsora para mudanças.
A escolha do mês de setembro para esse movimento não foi feita por acaso. O mês tem datas importantes para a comunidade surda, sejam elas lembranças das perdas do passado ou celebrações das conquistas:
6/09 e 11/09: lembram o Congresso de Milão de 1880, no qual foi proibido o uso das Línguas de Sinais na educação dos surdos. Esse marco fez com que os surdos tivessem que se adaptar às línguas orais até que as línguas de sinais fossem novamente aceitas.
10/09: Dia Mundial das Línguas de Sinais. No Brasil, a data estimula a discussão da falta de acessibilidade em Libras tanto nos ambientes físicos quanto nos ambientes virtuais.
26/09: Dia Nacional do Surdo. O dia foi escolhido por ser a data de fundação do INES (Instituto Nacional de Educação de Surdos), a primeira escola para surdos do Brasil!
30/09: celebra o Dia do Tradutor, no qual são feitas várias homenagens aos Intérpretes de Libras.
Da mesma forma, a cor azul representa dois momentos distintos. Durante a Segunda Guerra Mundial os nazistas identificavam as pessoas com deficiência com uma faixa azul no braço, por considerá-las inferiores. E os surdos também eram obrigados a usá-la. Com o fim da guerra e o passar dos anos, a cor passou a simbolizar ao mesmo tempo a opressão enfrentada pelos surdos e o orgulho da identidade surda. Afinal de contas, apesar dos grandes problemas do passado e das barreiras atuais, a identidade surda continua forte como nunca. Essa ressignificação do azul ficou marcada na Cerimônia da Fita Azul (Blue Ribbon Ceremony) em 1999, que lembrava os surdos que foram vítimas da opressão. Hoje, a cor azul turquesa é usada, por ser uma cor viva e vibrante, que representa a riqueza cultural de uma comunidade que brilha com orgulho!
Todos os dias os surdos enfrentam situações diferentes de exclusão e preconceito, ou seja a pulga da indiferença (aparece no verso da Orelha) , passando despercebidos pelos ouvintes como se fossem invisíveis. E é aí que está a chave da questão: a deficiência não está na surdez, mas em quem se recusa a escutar a voz dos surdos.
A deficiência está nas escolas – que não contratam intérpretes de Libras para seus alunos – e nas universidades, que não disponibilizam as aulas online em formato acessível. A deficiência está nas empresas, que evitam contratar surdos por conta das dificuldades de comunicação e não cumprem a Lei de Cotas. A deficiência está nos sites da internet, que estão offline para a comunidade surda por só estarem disponíveis em português.
A deficiência está em tudo o que fazemos e que impede as pessoas surdas de aprenderem, consumirem e se divertirem.
Quebrar as barreiras da acessibilidade exige nós quebremos os nossos preconceitos e nos aproximemos mais da comunidade surda.

Medidas orelha: 160x95x25cm (AxLxP)

Medidas base*: 80x60x40cm (AxLxP)

Materias: Fibra de Vidro, Tinta Acrílica e Verniz PU.

Pode ser exposta em ambiente externo.

*A base da escultura também faz parte desse lote.



Auctioneer: Sérgio Altit
This piece will be proclaimed on 29/08/2019 às 21:00h
Exhibition in Pela cidade de São Paulo - 24/07/2019 to 22/08/2019 in between 00:00h and 00:00h
Phone: +55 (48) 99137-2238
current value (R$)
6.000,00
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